I – 1960 (França)
A génese da competição continental remonta a 1957, pela mente do francês Henry Delaunay. Começou com uma prova a eliminar, apurando-se 4 semi-finalistas para a fase final a disputar em país a designar de entre os apurados.
A fase final da I edição, disputada em 1960, decorreu em França, nas cidades de Paris e Marselha.
Na fase de qualificação participaram apenas 17 países (mais um do que o actual número de finalistas…), destacando-se nomeadamente a ausência de Suécia (vice-campeã mundial dois anos antes), Alemanha, Itália, Inglaterra, Bélgica e Holanda.
A prova seria dominada pelos países de leste, origem de 3 dos 4 semi-finalistas (todos, à excepção do país organizador…).
1/2 Finais
França – Jugoslávia – 4-5
URSS – Checoslováquia – 3-0
3º / 4º Lugar
França – Checoslováquia – 0-2
Final
URSS – Jugoslávia – 2-1
Classificação
1º URSS
2º Jugoslávia
3º Checoslováquia
4º França
Campeões: Yashin, Thekheli, Krutikov, Voinov, Maslenkin, Netto, Metreveli, Ivanov, Ponedelnik, Bubukin e Meskhi; Beliayev, Kesariev, Kuznietzov, Chokheli, Tzarev, Isaev, Simonian, Mamedov e Ilyin.
Melhores marcadores: Bubernik (Checoslováquia), Fontaine (França) e Vincent (França), 5 golos; Nemec (Áustria) e Galic (Jugoslávia), 4 golos.
II – 1964 (Espanha)
A II Edição do Campeonato da Europa, disputada em Espanha em 1964, registou um significativo acréscimo de participantes: de 17, passou-se a 29 países – ainda assim, sem a presença da Alemanha.
O vice-campeão mundial de dois anos antes, a Checoslováquia, não atingiria a fase final, tal como a França, Inglaterra, Itália ou Holanda.
Os países do Leste da Europa continuavam a dominar, até chegar à final, frente à Espanha, desta vez “obrigada” mesmo a jogar com a URSS, em Madrid, a 17 de Junho de 1964.
Atingiam a fase decisiva da prova – para além dos já indicados finalistas, a Hungria (que atravessara a sua fase de maior poderio nos anos 50) e a surpreendente Dinamarca, beneficiando de sorteios “à medida”: eliminou sucessivamente Malta, Albânia e Luxemburgo (melhor, ou seja, mais fácil, seria “impossível”…).
1/2 Finais
Espanha – Hungria – 2-1 (após prolongamento – 1-1 no final dos 90 m)
URSS – Dinamarca – 3-0
3º / 4º Lugar
Hungria – Dinamarca – 3-1 (após prolongamento – 1-1 no final dos 90 m)
Final
Espanha – URSS – 2-1
Classificação
1º Espanha
2º URSS
3º Hungria
4º Dinamarca
Campeões: Iribar, Rivilla, Calleja, Zoco, Olivella, Fusté, Amancio, Pereda, Marcelino, Suares e Lapetra; Vicente, Pepin, Pachin, Rodri, Echeberria, Reija, Paquito, Zaballa, Glaria, Del Sol, Collar, Adelardo, Zaldua, Felix Ruiz, Suarez, Veloso, Morollon, Villa, Guillot e Gento.
Melhores marcadores: Madsen (Dinamarca), 13 golos; Amancio (Espanha), Pondedelnik (URSS), Bene (Hungria), Tichy (Hungria), Orlando (Itália) e Cantwell (Irlanda), 4 golos.
III – 1968 (Itália)
Na 3ª Edição do Campeonato da Europa, pela primeira vez, são introduzidos os grupos na fase de apuramento, sendo os 31 países concorrentes repartidos em 8 grupos (com a particularidade de o sorteio ter determinado um grupo exclusivo das ilhas britânicas!), apurando-se os vencedores de cada grupo para os 1/4 de final, de que resultaram então os 4 participantes na fase final, disputada em Itália.
E, com este novo sistema, começaram a surgir as “goleadas”, com destaque para os 7-0 do Roménia-Chipre; 6-0 da RFA à Albânia e da Hungria à Dinamarca; e (no reverso da medalha para a Roménia) os 7-1 no Suíça-Roménia.
O anterior campeão europeu (Espanha) seria eliminado pela Inglaterra (campeã do mundo) nos 1/4 final.
Portugal, 3º classificado no Campeonato do Mundo dois anos antes, faria uma campanha irregular, acabando em 2º lugar no seu (difícil) grupo de apuramento, vencido pela Bulgária.
A melhor equipa da prova foi provavelmente a Jugoslávia (que afastou, ainda na fase de grupos, o grande “colosso” alemão – vice-campeão mundial -, “travado” pela Albânia), para depois – já na fase final – eliminar o campeão mundial (Inglaterra), não conseguindo contudo alcançar o título (sendo batida na finalíssima, por uma equipa que soube fazer uma melhor gestão do esforço de disputar 3 jogos em 5 dias).
O país organizador (Itália) vinha de uma campanha verdadeiramente frustrante no Mundial de 1966 (prematuramente eliminada pela Coreia do Norte), tendo superado da melhor forma esse “trauma”, passando por um jogo épico com a URSS, em que, com um jogador a menos (lesão de Rivera aos 4 minutos – numa altura em que não havia ainda substituições!), “segurou” durante duas horas o empate, acabando por ser bafejada com a sorte da “moeda ao ar”!
A Final seria inconclusiva, obrigando à referida Finalíssima, disputada a 10 de Junho de 1968, entre a equipa da casa, Itália, e a Jugoslávia.
1/2 Finais
Itália – URSS – 0-0 (Itália apurada por “moeda ao ar”)
Jugoslávia – Inglaterra – 1-0
3º / 4º lugar
Inglaterra – URSS – 2-0
Final
Itália – Jugoslávia -1-1
Finalíssima
Itália – Jugoslávia – 2-0
Classificação
1º Itália
2º Jugoslávia
3º Inglaterra
4º URSS
Campeões – Zoff, Burnich, Facchetti, Rosato, Guarnieri, Salvadore, Domenghini, Mazzola, Anastasi, De Sisti, Riva, Sarti, Albertosi, Vieri, Landini, Gori, Bianchi, Lodetti, Bertini, Fogli, Ferrini, Bercellino, Picchi, Castano, Rivera, De Paoli, Cappellini, Zigoni, Boninsegna, Juliano, Bulgarelli, Corso, Pascutti e Prati.
Melhores marcadores – Riva (Itália), 7 golos; Farkas (Hungria), 6 golos; Di Nallo (França, Frenzel (RDA), Muller (RFA), Hurst (Inglaterra), Bobby Charlton (Inglaterra), Mazzola (Itália), Domenghini (Itália), Fratila (Roménia) e Kunzli (Suíça), 5 golos.
IV – 1972 (Bélgica)
Na 4ª Edição do Campeonato da Europa – cuja Fase Final foi disputada em 1972, na Bélgica -, a estrutura da prova manteve-se, desta vez com 32 países participantes, repartidos em 8 grupos de 4 equipas.
Nesta prova, as “goleadas” ficaram a cargo da Holanda (com as suas vitórias de 8-0 e 6-0 ao vizinho Luxemburgo – que empataria 0-0 na Jugoslávia, vencedora do grupo) e da Espanha (7-0 ao Chipre, que, aliás, apenas averbaria derrotas nesta sua participação); destaque ainda para a vitória (6-0) da Áustria sobre a Irlanda.
E, à segunda participação, a Alemanha sagrou-se campeã, depois de afastar a Inglaterra em Wembley (que realizara uma fase de grupos “quase perfeita”, com 5 vitórias e 1 empate) e a URSS.
A grande surpresa foi protagonizada pela Bélgica, que eliminaria o anterior campeão da Europa e vice-campeão mundial de 1970, a Itália, acabando por receber a organização da fase final do torneio.
A Jugoslávia, anterior finalista, seria desta vez eliminada, nos 1/4 final, pela URSS.
Pela 3ª vez em 4 edições da prova, cruzavam-se os caminhos da Espanha e da URSS, com um bom palmarés nestes primeiros torneios.
Portugal foi também eliminado pela Bélgica, ao concluir a fase de grupos, mais uma vez, no 2º lugar, tendo como melhor resultado a vitória de 5-0 sobre a Dinamarca.
1/2 Finais
Bélgica – RFA – 1-2
URSS – Hungria – 1-0
3º / 4º lugar
Bélgica – Hungria – 2-1
Final
RFA – URSS – 3-0
Classificação
1º RFA
2º URSS
3º Bélgica
4º Hungria
Campeões – Maier, Hottges, Breitner, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Wimmer, Heynckes, Hoeness, Muller, Netzer, Kremers, Vogts, Schnellinger, Sieloff, Bleidick, Patzke, Bella, Weber, Libuda, Held, Flohe, Fichtel, Koppel, Overath e Grabowski.
Melhores marcadores – Muller (RFA), 11 golos; Van Himst (Bélgica), Kreische (RDA), Chivers (Inglaterra), Cruijff (Holanda), Keizer (Holanda) e Bene (Hungria), 5 golos.
V – 1976 (Jugoslávia)
A 5ª Edição do Campeonato da Europa teria uma fase final (disputada em 1976 na Jugoslávia) muito peculiar: todos os jogos terminaram empatados, tendo sido portanto necessário disputar prolongamentos de desempate em todos eles!
Mais difícil ainda: na final, entre a RFA (campeã mundial em 1974) e a Checoslováquia, o prolongamento não ditou o vencedor; pela primeira vez na história da prova, teve de recorrer-se ao desempate por via da marcação de pontapés da marca de grande penalidade, com um magistral golo decisivo de Panenka (um “chapéu” a Sepp Maier – possivelmente o melhor guarda-redes de todos os tempos, lugar que disputa talvez com Gordon Banks -, fazendo a bola subir e, de imediato, descer de forma abrupta).
A estrutura da prova manteve-se inalterada em relação à edição anterior, novamente com 32 países participantes, repartidos, numa primeira fase, em 8 grupos de 4 equipas, apurando-se o vencedor de cada grupo para os 1/4 final.
Na fase de grupos, a surpresa de um vencedor inesperado, o P. Gales, num grupo de que faziam parte a Hungria e a Áustria.
O Luxemburgo continuou a ser a “vítima” (derrotas de 1-8 com a Hungria e 2-6 com a Áustria); a Roménia venceria também a Dinamarca por 6-1, mas a maior “goleada” foi aplicada pela RFA (8-0 a Malta). O Chipre e Luxemburgo seriam as únicas equipas apenas com derrotas (6).
Pela primeira vez, foram introduzidas as substituições nos jogos da fase final.
A Holanda, vice-campeã mundial, ficaria, desta vez, pelas meias-finais, perdendo com o futuro campeão.
… Tal como Portugal, inserido num grupo muito forte (em que seria 3º), ganho pela Checoslováquia (que impôs a Portugal uma pesada derrota por 5-0, tendo, no jogo em casa, a equipa portuguesa obtido um empate com o futuro campeão), seguindo-se a Inglaterra no lugar imediato (acabaria afastada da prova pelos dois empates cedidos frente a Portugal, um deles em Wembley).
1/2 Finais
Checoslováquia – Holanda – 1-1 (3-1 após prolongamento)
Jugoslávia – RFA – 2-2 (2-4 após prolongamento)
3º / 4º lugar
Jugoslávia – Holanda – 2-2 (2-3 após prolongamento)
Final
Checoslováquia – RFA – 2-2 (5-3 na marcação de pontapés da marca de grande penalidade)
Classificação
1º Checoslováquia
2º RFA
3º Holanda
4º Jugoslávia
Campeões – Viktor, Pivarnik, Ondrus, Capkovic, Gogh, Dobias, Moder, Panenka, Masny, Svehlik, Nehoda, Vesely, Jurkemic, Vojacek, Varadin, Koubek, Svoboda, Petras, Pollak, Bicovsky, Kuna, Knapp, Medvid, Pekarik, Kroupa, Gajdusek, Stratil e Gallis.
Melhores marcadores – Givens (Irlanda), 8 golos; Nyilasi (Hungria), 6 golos; Krankl (Áustria), Nehoda (Checoslováquia), McDonald (Inglaterra), Katalinski (Jugoslávia) e Cruyjff (Holanda), 5 golos.
VI – 1980 (Itália)
Pela primeira vez, o país organizador (Itália) passou a estar apurado de “ofício” para a fase final – a partir da VI Edição do Campeonato da Europa -, com novo formato, com 8 finalistas, repartidos em 2 grupos, com os vencedores de cada grupo a disputar a Final.
Tal implicou um “rearranjo” dos grupos da fase de qualificação (reduzidos de 8 para 7, apurando-se o vencedor de cada grupo); com 32 participantes (apenas 31 sujeitos a disputar a qualificação), foram divididos em 3 grupos de 5 países e 4 grupos de 4 equipas.
A RFA tornou-se o primeiro país a bisar a conquista do Campeonato da Europa, tendo, para tal, de vingar a derrota frente à Checoslováquia na edição anterior.
A equipa da casa, a Itália, seria novamente afastada por uma surpreendente Bélgica, vencedora do grupo na fase final, também à frente da Inglaterra e Espanha, acabando por baquear na final contra a “técnica da força” de Hrubesch, Kaltz, Rummenigge “e companhia”.
Portugal voltou a primar pela irregularidade, sendo novamente eliminado na fase de qualificação, pela Bélgica, ficando ainda atrás da Áustria, terminando portanto em 3º lugar no grupo. Depois do empate inicial em casa com a Bélgica, conseguiria uma importante vitória na Áustria, para além de duas vitórias sobre a Noruega, mas deitaria tudo a perder nos dois últimos jogos, com a derrota caseira com os austríacos e uma “mini-goleada” sofrida na Escócia (1-4).
“Goleadas” que ficaram, desta vez, “a cargo” de Malta (0-8 com a RFA e 0-7 com o P. Gales) e do Chipre (0-5 com a Espanha e Jugoslávia), tendo ainda a Grécia (que venceria um grupo muito equilibrado – em que a URSS seria última classificada -, apurando-se para a fase final) derrotado a Finlândia por 8-1.
GRUPO A
RFA – Checoslováquia – 1-0
Holanda – Grécia – 1-0
RFA – Holanda – 3-2
Checoslováquia – Grécia – 3-1
Checoslováquia – Holanda – 1-1
RFA – Grécia – 0-0
1º RFA (5); 2º Checoslováquia (3); 3º Holanda (3); 4º Grécia (1)
GRUPO B
Bélgica – Inglaterra – 1-1
Itália – Espanha – 0-0
Bélgica – Espanha – 2-1
Itália – Inglaterra – 1-0
Inglaterra – Espanha – 2-1
Itália – Bélgica – 0-0
1º Bélgica (4); 2º Itália (4); 3º Inglaterra (3); 4º Espanha (1)
3º / 4º lugar
Itália – Checoslováquia – 1-1 (8-9 na marcação de pontapés da marca de grande penalidade)
Final
RFA – Bélgica – 2-1
Classificação
1º RFA
2º Bélgica
3º Checoslováquia
4º Itália
5º Holanda
6º Inglaterra
7º Espanha
8º Grécia
Campeões – Schumacher, Kaltz, Stielike. K. H. Forster, Dietz, Schuster, Briegel, H. Muller, Rummenigge, Hrubesch, Klaus Allofs, Cullman, Maier, Burdenski, Nigbur, Zewe, Martin, B. Forster, Votava, Bonhof, Zimmermann, Magath, Matthaus, Memmering, Abramczik, Borchers, Fischer, Toppmoller, Kelsch, Nickel e Dell’Haye.
Melhores marcadores – Keegan (Inglaterra), 7 golos; Fischer (Alemanha), 6 golos; Van Der Elst (Bélgica), Klaus Allofs (Alemanha) e Mavros (Grécia), 5 golos.
VII – 1984 (França)
Tão perto da glória; tão próximo de concretizar o sonho: Portugal esteve a 5 minutos da final (quando, perto do termo do prolongamento, batia, em Marselha, a França, por 2-1), perdendo essa oportunidade de ouro no último minuto do prolongamento, num intenso jogo contra a equipa da casa, a França, que conquistaria – no VII Campeonato da Europa – o primeiro grande triunfo internacional da sua história.
Beneficiando do “factor casa” e do alto rendimento da sua estrela, Platini – transformado num goleador imparável, com os seus 9 golos -, depois de uma vitória difícil no jogo de abertura com a Dinamarca, a França esmagou os vice-campeões europeus (Bélgica) por 5-0, fechando a primeira fase com nova vitória perante a Jugoslávia; depois do maior obstáculo com que se deparou (Portugal!), bateria, na final, a Espanha, por 2-0.
Na fase de qualificação, o Campeão do Mundo (Itália) ficara já pelo caminho, com um percurso paupérrimo, em que apenas logrou suplantar na classificação do grupo o modesto Chipre, ganhando unicamente o último dos 8 jogos de qualificação (frente a Chipre, precisamente)! – e já depois de ser “humilhada” com a derrota em casa, por 0-3, com a Suécia (num grupo que seria ganho pela Roménia).
O Campeão Europeu em título, a RFA, depois de uma qualificação “sofrida” (empatando em pontos com a I. Norte, com quem perdera os dois jogos, por 0-1), acabaria por ser eliminado no grupo de Portugal, com a ajuda da Espanha (com um golo decisivo no último minuto).
Também a Inglaterra ficara pelo caminho, “vergando-se” (no próprio Estádio de Wembley) à superioridade de uma Dinamarca que surgia pela primeira vez como potência futebolística, que viria a atingir o auge – de forma bastante surpreendente – 8 anos depois.
Portugal qualificar-se-ia para a Fase Final depois de uma campanha “quase perfeita” (não fora o 0-5 com que baqueou na URSS); depois de 2 vitórias nos jogos com a Finlândia, ao vencer também as duas partidas com a Polónia, Portugal chegou ao último jogo necessitando de ganhar, em casa, à URSS. A 13 de Novembro de 1983, no Estádio da Luz, Chalana (que se consagraria também como grande figura do Europeu), depois de tirar do caminho dois soviéticos, ao entrar na grande-área, foi derrubado em falta; o árbitro – sem acesso aos meios tecnológicos que permitiriam confirmar que a falta fora cometida ainda antes da linha – assinalou a grande penalidade que Jordão converteria, colocando Portugal, pela primeira vez, na disputa do título continental.
A qualificação ficou também marcada por um resultado histórico, a maior goleada alguma vez registada entre duas equipas europeias (ainda record): para suplantar a Holanda, a Espanha precisava de ganhar o último jogo por 11 golos e, apesar de Malta ter, ainda cedo, marcado 1 golo, não desmotivou os espanhóis que, numa “cavalgada épica”, chegariam aos 12-1!
Outros resultados marcantes da fase de qualificação foram: Inglaterra-Luxemburgo, 9-0; Hungria-Luxemburgo e Luxemburgo-Hungria (duas vitórias húngaras por 6-2), Dinamarca-Luxemburgo, 6-0 (um autêntico “bombo da festa”); Jugoslávia-P. Gales, 4-4; Checoslováquia-Chipre, 6-0; Irlanda-Malta, 8-0 e Malta-Holanda, 0-6.
Na Fase Final, para além do já referido 5-0 da França à Bélgica, também a Dinamarca “humilharia” a Jugoslávia pelo mesmo resultado.
GRUPO A
França – Dinamarca – 1-0
Bélgica – Jugoslávia – 2-0
França – Bélgica – 5-0
Dinamarca – Jugoslávia – 5-0
França – Jugoslávia – 3-2
Dinamarca – Bélgica – 3-2
1º França (6); 2º Dinamarca (4); 3º Bélgica (2); 4º Jugoslávia (0)
GRUPO B
RFA – Portugal – 0-0
Espanha – Roménia – 1-1 (Carrasco, 23m; Boloni, 35m)
RFA – Roménia – 2-1 (Voller, 24m e 66m; Coras, 46m)
Espanha – Portugal – 1-1 (Santillana, 71m; Sousa, 52m)
Portugal – Roménia – 1-0 (Nené, 81m)
Espanha – RFA – 1-0 (Maceda, 89m)
1º Espanha (4); 2º Portugal (4); 3º RFA (3); 4º Roménia (1)
1/2 Finais
França – Portugal – 1-1 (3-2 após prolongamento – Domergue, 25m e 115m; Platini, 119m; Jordão, 74m e 98m)
Espanha – Dinamarca – 1-1 (Maceda, 67m; Lerby, 6m) – 6-5 nos pontapés da marca de grande penalidade
Final
França – Espanha – 2-0 (Platini, 57m e Bellone, 90m)
Classificação
1º França
2º Espanha
3º Portugal
3º Dinamarca
5º RFA
6º Bélgica
7º Roménia
8º Jugoslávia
Campeões – Bats, Battiston, Bossis, Leroux, Domergue, Tigana, Fernandez, Platini, Giresse, Lacombe, Bellone, Amoros, Genghini, Tusseau, Ferreri, Bravo, Six e Rocheteau
Melhores Marcadores – Platini (França), 9 golos ; Voller (RFA) e Santillana (Espanha), 7 golos; Elkjaer (Dinamarca) e Rummenigge (RFA), 6 golos
VIII – 1988 (Alemanha)
Finalmente, a famosa “Laranja Mecânica” – que ficara às portas da “glória mundial” em 1974 e 1978 e, depois de eliminada na fase de qualificação do anterior Campeonato da Europa pelos famosos (e não isentos de polémica) 12-1 do Espanha-Malta -, ancorada numa “constelação de estrelas”, em que brilhava com mais intensidade Marco van Basten (bem acompanhado por Gullit, Rijkaard e pelos irmãos Ronald e Erwin Koeman), sagrava-se Campeã da Europa, na VIII edição da prova, cuja fase final foi disputada em 1988 na Alemanha.
Para tal, a Holanda teria de bater, na final, a URSS (com golos das principais figuras, Gullit e Van Basten), país com que perdera já na fase de Grupos, situação que se verificou pela primeira vez na história dos Europeus (acontecera em 1954 no Mundial, quando a Alemanha, depois de perder 3-8 com a Hungria, venceria na Final por 3-2).
Na fase de qualificação, coube desta vez ao Campeão da Europa (França), numa pobre campanha, alcançar apenas 1 vitória em 8 jogos (num grupo ganho pela URSS).
Já na Fase Final, as grandes decepções seriam a Inglaterra e a Dinamarca, apenas com derrotas.
As ½ finais reuniram 4 colossos do futebol europeu: RFA-Holanda (com a Holanda a vingar a derrota na Final do Campeonato do Mundo de 1974) e Itália-URSS (com a URSS – com uma selecção de grande nível, comandada por Dassaev e Belanov – a voltar “aos seus bons velhos tempos”).
Portugal, com um grupo difícil – e, na sequência do “Caso Saltillo” (Mundial do México, em 1986), com a indisponibilidade da quase totalidade dos jogadores que haviam participado nessa prova e sob o comando sui generis de um seleccionador sem ligação ao mundo do futebol – ficaria mais uma vez pela fase de qualificação, em 3º lugar, num grupo ganho pela Itália, a que se seguiu a Suécia. Portugal apenas obteria 2 vitórias (uma delas na Suécia), conseguindo a proeza de empatar 2-2 em casa com Malta (a mesma selecção que, 4 anos antes, perdera 12-1 com a Espanha…).
Desta vez, as goleadas foram menos e de menor amplitude, com uma excepção relevante, o 8-0 do Inglaterra-Turquia (selecção que apenas a partir dessa data começaria a sua caminhada ascensional no panorama do futebol europeu); os outros resultados mais volumosos foram: Islândia-RDA, 0-6; Luxemburgo-Bélgica, 0-6; Espanha-Albânia, 5-0; Malta-Suécia, 0-5; Itália-Malta, 5-0.
GRUPO A
RFA – Itália – 1-1
Espanha – Dinamarca – 3-2
RFA – Dinamarca – 2-0
Itália – Espanha – 1-0
RFA – Espanha – 2-0
Itália – Dinamarca – 2-0
1º RFA (5); 2º Itália (5); 3º Espanha (2); 4º Dinamarca (0)
GRUPO B
Irlanda – Inglaterra – 1-0
URSS – Holanda – 1-0
Irlanda – URSS – 1-1
Holanda – Inglaterra – 3-1
Holanda – Irlanda – 1-0
URSS – Inglaterra – 3-1
1º URSS (5); 2º Holanda (4); 3º Irlanda (3); 4º Inglaterra (0)
1/2 Finais
RFA – Holanda – 1-2
URSS – Itália – 2-0
Final
Holanda – URSS – 2-0
Classificação
1º Holanda
2º URSS
3º RFA
3º Itália
5º Irlanda
6º Espanha
7º Inglaterra
8º Dinamarca
Campeões – Van Breukelen, Van Aerle, R. Koeman, Rijkaard, Van Tiggelen, Wouters, Vanenburg, Muhren, E. Koeman, Gullit, Van Basten, Hiele, Silloy, Spelbos, Winter, Van’t Schip, Tahamata, Suvrijn, Van der Gijp, Bosman e Kieft.
Melhores marcadores – Claesen (Bélgica), 7; Altobelli (Itália), 7; Van Basten (Holanda), 7; Ekstrom (Suécia), 6.
IX – 1992 (Suécia)
A magia do futebol levada ao cume: na IX edição do Campeonato da Europa, cuja fase final foi disputada na Suécia, o último classificado da edição anterior sagrou-se Campeão da Europa.
Mais insólito ainda: a Dinamarca, vencedora da prova, havia sido eliminada na fase de qualificação, ao classificar-se em 2º lugar do grupo, atrás da Jugoslávia!
Dado o estado de guerra que se vivia no país, que acabaria por conduzir à sua desagregação, a Jugoslávia seria sancionada com a expulsão da prova, pouco antes do início da fase final.
Os jogadores dinamarqueses (uma autêntica “legião estrangeira”, jogando em clubes de vários países da Europa), já de férias, foram reunidos “de emergência” e, sem estágios prévios, chegaram, viram… e venceram!
Na fase de qualificação, destaque para a carreira 100 % vitoriosa da França, que eliminou da prova um “tradicional cliente”, a Espanha. A Itália seria também afastada pela URSS – que, tendo-se entretanto desagregado – seria representada pela sua “sucessora” CEI – Comunidade de Estados Independentes. Num grupo muito equilibrado, a Escócia superiorizou-se à Suíça, Roménia e Bulgária.
Portugal ficaria também, mais uma vez, pela fase de qualificação, em 2º lugar, num grupo vencido pelo Campeão Europeu em título, a Holanda, não obstante a vitória portuguesa no jogo disputado em Portugal. A equipa nacional seria afastada pelo empate na Finlândia e pela derrota na Grécia.
Em termos de goleadas, destaque para os 9-0 com que a Espanha bateu a Albânia e os 0-8 do Malta-Holanda. S. Marino, seria batido por 0-7 pela Suíça e por 0-6 pela Roménia. A Jugoslávia venceu também as I. Faroé por 7-0.
Na Fase Final, na Suécia, esta venceria o grupo, seguida pela Dinamarca, eliminando as grandes potências França e Inglaterra. No outro grupo, as qualificações “normais” da Holanda e da Alemanha.
A Dinamarca, depois de eliminar o campeão, no desempate pela marcação de pontapés da marca da grande penalidade, venceria categoricamente a final perante a Alemanha, consagrando uma “geração dourada”.
GRUPO A
Suécia – França – 1-1
Dinamarca – Inglaterra – 0-0
França – Inglaterra – 0-0
Suécia – Dinamarca – 1-0
Suécia – Inglaterra – 2-1
França – Dinamarca – 1-2
1º Suécia (5); 2º Dinamarca (3); França (2); 4º Inglaterra (2)
GRUPO B
Holanda – Escócia – 1-0
CEI – Alemanha – 1-1
Escócia – Alemanha – 0-2
Holanda – CEI – 0-0
Holanda – Alemanha – 3-1
Escócia – CEI – 3-0
1º Holanda (5); 2º Alemanha (3); 3º Escócia (2); 4º CEI (2)
1/2 Finais
Suécia – Alemanha – 2-3
Holanda – Dinamarca – 2-2 (4-5 no desempate por pontapés da marca de grande penalidade)
Final
Alemanha – Dinamarca – 0-2
Classificação
1º Dinamarca
2º Alemanha
3º Holanda
3º Suécia
5º Escócia
6º França
7º Inglaterra
8º CEI
Campeões – Schmeichel, Sivebaek, Kent Nielsen, Lars Olsen, Henrik Larsen, Christofte, Jensen, Piechnick, Vilfort, Povlsen, Brian Laudrup, Christiansen, Heintze, Henrik Andersen, Peter Nielsen, Hansen, Bruum, Bartram, Molby, John Larsen, Goldbaek, Elstrup, Rasmussen, Helt, Steen Nielsen, Pingel, Michael Laudrup, Christensen, Claus Nielsen e Frank.
Melhores marcadores – Papin (França), 11 golos; Pancev (Jugoslávia), 10 golos; Van Basten (Holanda), 8 golos; Bergkamp (Holanda), 7 golos; Christensen (Dinamarca) e Knup (Suíça), 7 golos.
X – 1996 (Inglaterra)
A X edição do Campeonato da Europa, com a Fase Final em Inglaterra, viu nascer uma nova geografia na Europa, pós-queda do Muro de Berlim e na sequência da desintegração da URSS e da Jugoslávia, fazendo explodir as nacionalidades, o que originou que o número de países participantes aumentasse para 48, com as estreias de: Arménia, Azerbeijão, Bielorrússia, Estónia, Geórgia, Letónia, Lituânia, Moldávia, Ucrânia, Croácia, Eslovénia, Eslováquia, Macedónia e Israel (assimilado à Europa, em termos futebolísticos).
Tal obrigou a um novo formato da prova: 8 grupos, constituídos por 6 países, apurando os vencedores e os 6 melhores 2º classificados, obrigando os restantes 2 a um playoff para apurar o 15º finalista, a juntar-se ao país organizador.
A “fava” calharia à Irlanda, que perderia o referido playoff perante a Holanda.
Nos restantes grupos, não houve surpresas, para além da eliminação da Suécia (3ª classificada na edição anterior), num grupo ganho pela Suíça, com a entrada na “alta-roda” do futebol europeu da Turquia.
Portugal faria uma excelente campanha, sendo vencedor do seu grupo, com a maior vantagem para o 2º classificado (Irlanda) de todos os grupos (6 pontos) e sendo a segunda selecção mais goleadora.
Com uma prova assim alargada, as goleadas ganharam maior expressão e variedade, também com contributo português: 10-0 no França-Azerbeijão; 8-0 no Portugal-Liechtenstein; 0-7 no Liechtenstein-Portugal; 7-0 no Áustria-Liechtenstein (que, ainda assim, cometeria a proeza de empatar a zero com a Irlanda); 0-7 no S. Marino-Rússia; 0-6 no Finlândia-Rússia; 6-0 no Espanha-Chipre; 7-1 no Croácia-Estónia (coleccionando 10 derrotas, nos 10 jogos disputados).
Na Fase Final, pela primeira vez com 16 finalistas, um “mini-Campeonato do Mundo”; a Inglaterra, Holanda, França e Espanha conseguiriam “com naturalidade” o apuramento para os ¼ final; a Alemanha e a R. Checa afastariam a Itália; por fim, Portugal conseguiria mais uma proeza, vencendo o grupo, eliminando o campeão europeu em título (Dinamarca), qualificando-se conjuntamente com a Croácia.
Nos ¼ final, Portugal seria eliminado por um golo de Poborsky, enquanto a Alemanha eliminava a Croácia. Nos outros jogos, empates a zero, com a Inglaterra e a França a afastarem a Espanha e Holanda no desempate nas grandes penalidades.
Mais dois empates nas ½ finais, e mais desempates por penalties, com os assim apurados na fase imediatamente anterior a serem afastados pela Alemanha e R. Checa.
Novo empate na Final, com Bierhoff a marcar, no prolongamento, o primeiro “golo de ouro” da história e a dar mais um título à Alemanha, redimindo-se do Euro 92 (derrota na final) e do Mundial de 1994.
GRUPO A
Inglaterra – Suíça – 1-1
Holanda – Escócia – 0-0
Suíça – Holanda – 0-2
Escócia – Inglaterra – 0-2
Escócia – Suíça – 1-0
Holanda – Inglaterra – 1-4
1º Inglaterra (7); 2º Holanda (4); 3º Escócia (4); 4º Suíça (1)
GRUPO B
Espanha – Bulgária – 1-1
Roménia – França – 0-1
Bulgária – Roménia – 1-0
França – Espanha – 1-1
França – Bulgária – 3-1
Roménia – Espanha – 1-2
1º França (7); 2º Espanha (5); 3º Bulgária (4); 4º Roménia (0)
GRUPO C
Alemanha – R. Checa – 2-0
Itália – Rússia – 2-1
R. Checa – Itália – 2-1
Rússia – Alemanha – 0-3
Itália – Alemanha – 0-0
Rússia – R. Checa – 3-3
1º Alemanha (7); 2º R. Checa (4); 3º Itália (4); 4º Rússia (1)
GRUPO D
Dinamarca – Portugal – 1-1 (Brian Laudrup, 15m; Sá Pinto, 53m)
Turquia – Croácia – 0-1 (Vlaovic, 85m)
Portugal -Turquia – 1-0 (F. Couto, 66m)
Croácia – Dinamarca – 3-0 (Suker, 8m e 90m e Boban, 79m)
Croácia – Portugal – 0-3 (Figo, 4m, João V. Pinto, 33m e Domingos, 82m)
Turquia – Dinamarca – 0-3 (Brian Laudrup, 5m e 84m e A. Nielsen, 24m)
1º Portugal (7); 2º Croácia (6); 3º Dinamarca (6); 4º Turquia (0)
¼ Final
Inglaterra – Espanha – 0-0 (4-2 no desempate por marcação de pontapés da marca de grande penalidade)
França – Holanda – 0-0 (5-4 no desempate por marcação de pontapés da marca de grande penalidade)
Alemanha – Croácia – 2-1
R. Checa – Portugal – 1-0 (Poborsky, 53m)
½ Finais
França – R. Checa – 0-0 (5-6 no desempate por marcação de pontapés da marca de grande penalidade)
Inglaterra – Alemanha – 1-1 (6-7 no desempate por marcação de pontapés da marca de grande penalidade)
Final
R. Checa – Alemanha – 1-1 (1-2 no prolongamento) – Berger, 59m; Bierhoff, 73m e 95m
Classificação
1º Alemanha
2º R. Checa
3º Inglaterra
3º França
5º Portugal
6º Espanha
7º Croácia
8º Holanda
9º Dinamarca
10º Itália
11º Bulgária
12º Escócia
13º Suíça
14º Rússia
15º Roménia
16º Turquia
Campeões – Kopke, Babbel, Sammer, Helmer, Strunz, Scholl, Eilts, Hassler, Ziege, Klinsmann, Kuntz, Bierhoff, Bode, Kahn, Reuter, Weber, Schuster, Kohler, Matthaus, Berthold, Worns, Freund, Moller, Basler, Bobic, Herrlich, Kirsten
Melhores marcadores – Suker (Croácia), 15; Stoichkov (Bulgária), 13; Klinsmann (Alemanha), 12; Kostadinov (Bulgária), Hakan Sukur (Turquia), Berger (R. Checa) e Domingos (Portugal), 7
XI – 2000 (Holanda/Bélgica)
Pela primeira vez na história do futebol, uma organização conjunta: a XI edição do Campeonato da Europa teria a Fase Final repartida pela Bélgica e Holanda, que, sendo qualificadas de “ofício”, obrigariam a nova alteração na fórmula de disputa das qualificações: seriam formados 9 grupos, com composição variável, entre 5 e 6 selecções, qualificando-se directamente o vencedor de cada grupo e o melhor dos segundos classificados, enquanto que os restantes 8 tiveram de disputar um playoff para apurar os últimos 4 finalistas.
Como factos mais marcantes, a vitória da Noruega, a eliminação da Rússia (3ª, num grupo vencido pela França, com a Ucrânia em 2º lugar), da Croácia (quedando-se em 3º lugar, após a Jugoslávia e a Irlanda) e da Áustria (atrás da Espanha e de um surpreendente Israel). Portugal seria o melhor dos 2º classificados (num grupo vencido pela Roménia), alcançando assim o apuramento directo (o terceiro da sua história, após as provas de 1984 e 1996).
A R. Checa faria a prova “perfeita”, com 10 vitórias em 10 jogos, embora num grupo sem grande dificuldade.
Nos playoff, a Inglaterra e a Dinamarca eliminariam “com naturalidade” a Escócia e Israel. A Eslovénia seria a grande surpresa da Fase Final, eliminando a Ucrânia. A Turquia eliminaria a Irlanda (pela segunda vez vítima deste sistema de apuramento).
As grandes goleadas ficaram essencialmente a cargo de uma demolidora Espanha, também com bom contributo português; pela negativa, destacaram-se S. Marino e Liechtenstein; a Áustria esteve no “melhor” e no “pior”, com uma humilhante derrota: Espanha-Áustria, 9-0; Espanha-S. Marino, 9-0; Espanha-Chipre, 8-0; Israel-S.Marino, 8-0; Portugal-Liechtenstein, 8-0; Roménia-Liechtenstein, 7-0; Portugal-Azerbeijão, 7-0; Áustria-S. Marino, 7-0; S. Marino-Espanha, 0-6; Inglaterra-Luxemburgo, 6-0; Alemanha-Moldávia, 6-1; Rússia-Andorra, 6-1.
Na Fase Final, um extraordinário comportamento de Portugal, com vitórias em todos os jogos; depois de transformar um 0-2 em 3-2 perante a Inglaterra e de bater a Roménia por 1-0, voltava a eliminar o Campeão Europeu em título, humilhando a Alemanha (jogando com os “reservistas”) por 3-0 (3 golos de Sérgio Conceição); também a Inglaterra ficaria pela fase de grupos.
A Itália e a Turquia eliminavam a Suécia e a equipa da casa (Bélgica); a Espanha e a “nova” Jugoslávia (Federação da Sérvia e Montenegro), afastariam a Noruega e Eslovénia; por fim, a Holanda e França superiorizavam-se à R. Checa e Dinamarca (que, nas duas edições anteriores, haviam sido, respectivamente, vice-campeão e campeão da Europa).
Nos ¼ final, Portugal, Itália, França e Holanda (com uma vitória por 6-1) impor-se-iam com alguma naturalidade à Turquia, Roménia, Espanha e Jugoslávia.
Nas ½ finais, a outra equipa da casa cairia nos penalties, perante a Itália – também Portugal seria afastado por um penalty, perante o “carrasco” França, que, pela segunda vez, nos roubava a presença na final.
E o Campeão do mundo (França), a perder com a Itália desde os 55 minutos, empataria no último minuto, para, no prolongamento, conquistar novo título com o “golo de ouro” de Trezeguet.
GRUPO A
Alemanha – Roménia – 1-1 (Scholl; Moldovan)
Portugal – Inglaterra – 3-2 (Figo, João Pinto e Nuno Gomes; Scholes e McManaman)
Roménia – Portugal – 0-1 (Costinha)
Inglaterra – Alemanha – 1-0 (Shearer)
Inglaterra – Roménia – 2-3 (Shearer e Owen; Chivu, Munteanu e Ganea)
Portugal – Alemanha – 3-0 (Sérgio Conceição, 3)
1º Portugal (9); 2º Roménia (4), 3º Inglaterra (3); 4º Alemanha (1)
GRUPO B
Bélgica – Suécia – 2-1
Turquia – Itália – 1-2
Bélgica – Itália – 0-2
Suécia – Turquia – 0-0
Itália – Suécia – 2-1
Bélgica – Turquia – 0-2
1º Itália (9); 2º Turquia (4); 3º Bélgica (3); 4º Suécia (1)
GRUPO C
Espanha – Noruega – 0-1
Jugoslávia – Eslovénia – 3-3
Eslovénia – Espanha – 1-2
Noruega – Jugoslávia – 0-1
Eslovénia – Noruega – 0-0
Jugoslávia – Espanha – 3-4
1º Espanha (6); 2º Jugoslávia (4); 3º Noruega (4); 4º Eslovénia (2)
GRUPO D
França – Dinamarca – 2-0
Holanda – R. Checa – 1-0
R. Checa – França – 1-2
Holanda – Dinamarca – 3-0
Dinamarca – R. Checa – 0-2
Holanda – França – 3-2
1º Holanda (9); 2º França (6); 3º R. Checa (3); 4º Dinamarca (0)
¼ Final
Turquia – Portugal – 0-2 (Nuno Gomes, 2)
Itália – Roménia – 2-0
Jugoslávia – Holanda – 1-6
França – Espanha – 2-1
½ Finais
Portugal – França – 1-1 (1-2 após prolongamento) – Nuno Gomes; Henry e Zidane
Itália – Holanda – 0-0 (3-1 no desempate na marcação de pontapés da marca de grande penalidade)
Final
França – Itália – 1-1 (2-1 após prolongamento)
Classificação
1º França
2º Itália
3º Portugal
3º Holanda
5º Espanha
6º Turquia
7º Roménia
8º Jugoslávia
9º Noruega
10º R. Checa
11º Inglaterra
12º Bélgica
13º Eslovénia
14º Suécia
15º Alemanha
16º Dinamarca
Campeões – Barthez, Thuram, Desailly, Blanc, Lizarazu, Vieira, Deschamps, Djorkaeff, Zidane, Dugarry, Henry, Wiltord, Trezeguet, Pires; Petit, Anelka, Candela, Lama, Karembeu, Leboeuf, Micoud
Melhores Marcadores – Kluivert (Holanda), 6; Milosevic (Jugoslávia), 5; Nuno Gomes (Portugal), 4; S. Conceição (Portugal), Zahovic (Eslovénia) e Henry (França), 3
XII – 2004 (Portugal)
E eis-nos chegados ao “nosso” EURO2004!
Com nova alteração na fórmula de disputa da fase de Qualificação: foram formados 10 grupos de 5 países, apurando-se directamente para a Fase Final apenas o vencedor de cada um dos grupos; os 2º classificados de cada grupo defrontaram-se em playoff, de forma a apurar os 5 restantes finalistas, a “viajar” até Portugal.
Depois do “desastre” no Mundial da Coreia-Japão, a França (Campeã da Europa) regressou à senda das vitórias, fazendo a melhor prova, vencendo todos os (8) jogos da fase de qualificação, num grupo acessível, em que a Eslovénia alcançou com naturalidade o 2º lugar.
No grupo 2, imperou o equilíbrio, com quatro selecções separadas por 2 pontos; vitória da Dinamarca e a Noruega a disputar o playoff; a Roménia foi uma das maiores surpresas (pela negativa) ao ser eliminada, com duas derrotas “caseiras” frente aos dois primeiros do grupo.
A R. Checa voltou a fazer valer a sua força, relegando a Holanda para a disputa dos playoff, num grupo bastante desequilibrado.
Do grupo 4 vem a grande surpresa da fase de qualificação, a Letónia, alcançando o 2º lugar, após vitórias na Suécia (que venceu o grupo) e Polónia, eliminando duas antigas “potências” do futebol europeu (Polónia e Hungria), agora afastadas das suas épocas áureas.
A Alemanha, mesmo sem convencer (cedendo 3 empates), venceria um grupo acessível, em que o 2º lugar foi alcançado pela Escócia.
De forma algo surpreendente, a Grécia impôs-se à Espanha, obrigando-a à disputa do playoff. Os restantes opositores ficaram bastante longe, destacando-se a prova sofrível da Ucrânia.
O grupo 7 foi uma prova “a dois”, com a Inglaterra a impor-se à Turquia, sem que as restantes selecções tivessem capacidade para competir directamente com estas selecções.
Bulgária, Croácia e Bélgica disputaram até ao último dia o apuramento, cabendo “a fava” à Bélgica, novamente a desiludir, depois do afastamento na primeira fase do EURO2000 que organizara em conjunto com a Holanda.
Apesar do “mau arranque”, a Itália conquistaria a vitória no grupo, à frente de um surpreendente P. Gales, afastando a Sérvia e Montenegro (”herdeira” da Jugoslávia) e Finlândia.
Numa luta a três, a Suíça venceria o grupo, à frente da Rússia e da Irlanda, mais uma vez afastada da fase final de uma grande competição.
Finalmente, nos playoff, os mais fortes fizeram impôr a “sua lei”; apesar das dificuldades sentidas na 1ª mão, Holanda, Croácia, Rússia e Espanha venceriam a Escócia, Eslovénia, P. Gales e Noruega. A grande surpresa estava reservada para a “eliminatória” entre a Letónia e a Turquia; depois da vitória caseira por 1-0, os Letões alcançariam um empate na Turquia, afastando da prova o 3º classificado do Campeonato Mundial.
A fechar, as maiores goleadas, desta vez “mais modestas”, com o destaque (negativo) para S. Marino (com 8 derrotas e um score global de 0-30!): Luxemburgo-Roménia, 0-7; S. Marino-Suécia, 0-6; França-Malta, 6-0; Polónia-S. Marino, 5-0; S. Marino-Hungria, 0-5; Suécia-S. Marino, 5-0; Turquia-Liechtenstein, 5-0; R. Checa-Moldávia, 5-0; Áustria-Bielorrussia, 5-0; Holanda-Moldávia, 5-0; França-Eslovénia, 5-0; França-Chipre, 5-0.