DINAMARCA – SUÉCIA

22 06 2004

Grupo C – 3ª Jornada

DinamarcaSuécia2-2

“O resultado inevitável”!…

Nota prévia (para que não subsista qualquer dúvida): acredito convictamente que não estarei a ser naif, pensando que o resultado do jogo foi perfeitamente natural – e não, como certamente reclamarão os italianos, decorrente de “acordos extra-desportivos”. Apenas quem não viu o jogo poderá insinuar tal ideia.

Como explicarei a seguir…

No pressuposto do favoritismo da Itália perante a Bulgária, quer a Dinamarca, quer a Suécia resolveram “tratar da sua vida” (cada um por si!), sem se preocupar com o que se passava em Guimarães.

Por outras palavras: convictos de que a Itália venceria a Bulgária (como viria a acontecer, in extremis), a Dinamarca e a Suécia sabiam que apenas podiam contar consigo próprias.

Ora, o que se verificava é que a Dinamarca entrava em “desvantagem” face à Suécia na classificação, pelo que, logicamente, nenhuma outra atitude podia tomar senão a de atacar, na procura do golo.

E foi precisamente o que fez, com duas oportunidades logo no primeiro quarto de hora. Consequência lógica da sua predisposição atacante, a Dinamarca chegaria mesmo ao golo, aos 28 minutos.

Esse golo passava a colocar a Suécia “à mercê” de um golo da Itália (que, repito, todos esperavam que viria a acontecer, mais cedo ou mais tarde). Qual a atitude natural perante este cenário? Obviamente, a Suécia, sentindo o perigo, reagiu, e, até final da primeira parte, conseguiria 8 cantos, vendo Sorensen negar-lhe o golo por duas vezes num só minuto (35).

A Suécia – aqui talvez de forma “matreira” – retardaria um pouco o início da segunda parte (o jogo só se reataria quando já decorriam 2 minutos em Guimarães).

E, no primeiro minuto (um minuto “alucinante”, também com a Itália a empatar), na conversão de um penalty, a Suécia chegava também ao empate, recolocando, nesse momento, a Itália a dois golos do apuramento (tal como estava desde que sofrera o golo da Bulgária).

Era já óbvia a conclusão que ambas as equipas iriam continuar a “jogar o jogo pelo jogo”, pelo menos até ao “2-2″… (o tal resultado que, automaticamente, qualificava as duas equipas, por lhes dar vantagem no desempate com a Itália).

Com o(s) golo(s) do empate (em ambos os campos), era a Dinamarca que passava a estar “à mercê” de um golo da Itália, pelo que lhe competia novamente ir à procura do golo.

Contudo, nesta fase, e ao contrário da primeira parte, seria a Suécia a ter melhor desempenho, beneficiando da sua situação de maior tranquilidade. Seria, assim, um pouco “contra-a-corrente” (mas sem “favores”!) que a Dinamarca chegaria ao 2-1, voltando a colocar a Suécia sob pressão (um golo da Itália significaria a eliminação dos suecos).

E, chegou a parecer “merecida” essa eliminação, porque a Suécia não mostrava então discernimento para chegar ao golo, com uma atitude algo passiva, de que aproveitou a Dinamarca para continuar a pressionar, em busca do 3-1 (que resolveria definitivamente o seu “problema”), o que poderia ter acontecido aos 69 minutos. Mais confiante (na prática, uma equipa mais poderosa), a Dinamarca foi sempre mais perigosa, adivinhando-se o golo.

Só que, aos 89 minutos (e estava a Itália ainda empatada! – já com 91 minutos de jogo em Guimarães), a Suécia chegava, de forma feliz, ao golo do empate.

A Dinamarca procedeu ao pontapé de recomeço, ensaiou uma jogada de ataque, mas, quando a Suécia conquistou a bola, o jogo “acabou”: no minuto final, os suecos limitaram-se a trocar a bola entre si, perto da sua área, sem que os dinamarqueses se interessassem por ela; obviamente, não era já altura de correr riscos.

O árbitro apitava para o final; ambas as equipas faziam a festa; a Itália (ainda empatada) estava eliminada; o golo de Guimarães já não “contaria” para nada em termos de apuramento…

Dinamarca Thomas Sorensen, Thomas Helveg, Martin Laursen, René Henriksen, Niclas Jensen (45m – Kasper Bogelund), Martin Jorgensen (57m – Dennis Rommedahl), Daniel Jensen (66m – Christian Poulsen), Jesper Gronkjaer, Jon Dahl Tomasson, Thomas Gravesen, Ebbe Sand

Suécia Andreas Isaksson, Mikael Nilsson, Olof Mellberg, Andreas Jakobsson, Fredrik Ljungberg, Erik Edman, Anders Andersson (81 m – Marcus Allbäck), Mattias Jonson, Kim Kallström (72m – Christian Wilhelmsson) Zlatan Ibrahimovic, Henrik Larsson

1-0 – Tomasson – 28m
1-1 – Larsson – 46m (P)
2-1 – Tomasson – 66m
2-2 – Jonson – 89m

“Melhor em campo” – Tomasson (Dinamarca)

Amarelos – Erik Edman (36m) e Kim Kallström (62m)

Árbitro – Markus Merk (Suíça)

Estádio do Bessa Séc. XXI – Porto (19h45)





ITÁLIA – BULGÁRIA

22 06 2004

Grupo C – 3ª Jornada

ItáliaBulgária2-1

Uma Bulgária “sem nada a perder” (já tinha perdido “tudo” nos dois primeiros jogos…), entrou disposta a dificultar a tarefa da Itália, tendo Petrov, logo aos 12 minutos, “testado” Buffon; contudo, logo no minuto seguinte, seria Del Piero a falhar o golo “escandalosamente”.

A Itália apresentava natural maior pendor ofensivo, com a Bulgária a adoptar uma táctica de contra-ataque.

De forma ainda mais “desinibida”, a partir dos 20 minutos, com uma segunda oportunidade para os búlgaros, aos 29 minutos. Dois minutos mais tarde, seria Cassano a responder, com nova grande perdida para a Itália.

O jogo decorreria “morno”, até final da primeira parte, sem grandes ocasiões de perigo, até que, em cima da hora, surgia o penalty que daria o golo à Bulgária; adensava-se a surpresa em Guimarães.

Com tudo “contra si” (até o resultado no Estádio do Bessa…), os italianos entrariam na segunda parte dispostos a tudo tentar e, no preciso momento em que se iniciava a segunda parte do Dinamarca-Suécia (já com 2 minutos de jogo em Guimarães), a Itália chegava ao empate (apenas “à segunda”, o golo seria validado, depois de a bola ter já inicialmente embatido com estrondo na trave e caído sobre a linha de baliza).

A Itália continuava “a todo o gás” e Pirlo podia ter dado vantagem à sua equipa aos 53 minutos. Aos 61 minutos, terá ficado por assinalar um penalty a favor da Itália.

Não obstante, a Bulgária continuava a oferecer grande resistência. Aos 76 minutos, novo erro grave do árbitro, não assinalando uma grande penalidade para a Itália.

Aos 79 minutos, Zambrotta desperdiça mais uma oportunidade, numa partida que se transformara num jogo muito “sofrido”, com a Itália a começar a entrar em desespero, por não conseguir resolver as coisas a seu favor no encontro (mesmo quando a Dinamarca ganhava à Suécia, colocando virtualmente os italianos a um golo do apuramento).

Aos 84 minutos, Buffon fazia uma espectacular defesa, na sequência de um livre a favorecer a Bulgária… era apenas o adiar da eliminação que seria consumada daí a minutos com o empate da Suécia no Bessa. No minuto seguinte, seria Zdradkov a evitar o golo italiano, a cabeceamento de Nesta.

Entretanto, no Porto, a Suécia empatava, pouco depois o jogo terminava e a Itália estava eliminada. Os jogadores italianos não o saberiam ainda… Cassano faria ainda o golo de uma “amarga vitória”.

A finalizar, os italianos não se podem queixar de terceiros, mas apenas de si próprios, em particular de não terem sabido guardar a vitória frente à Suécia.

Itália Gianluigi Buffon, Christian Panucci, Alessandro Nesta, Marco Materazzi (82m – Marco Di Vaio), Gianluca Zambrotta, Stefano Fiore, Simone Perrotta (68m – Massimo Oddo), Andrea Pirlo, Bernardo Corradi (52m – Christian Vieri), Antonio Cassano, Alessandro Del Piero

Bulgária Zdravko Zdravkov, Daniel Borimirov, Zlatomir Zagorcic, Predrag Pazhin (63m – Kiril Kotev), Marian Hristov (79m – Velizar Dimitrov), Martin Petrov, Ilian Stoyanov, Milen Petkov, Zdravko Lazarov, Zoran Jankovic (45m – Valeri Bojinov), Dimitar Berbatov

0-1 – Martin Petrov – 45m (P)
1-1 – Perrotta – 48m
2-1- Cassano – 94m

“Melhor em campo” – Antonio Cassano

Amarelos – Marco Materazzi (45m); Martin Petrov (45m), Valeri Bojinov (49m), Ilian Stoyanov (65m) e Zdravko Lazarov (80m)

Árbitro – Valentin Ivanov (Rússia)

Estádio D. Afonso Henriques – Guimarães (19h45)





ITÁLIA – SUÉCIA

18 06 2004

Grupo C – 2ª Jornada

ItáliaSuécia1-1

Os melhores primeiros 15 minutos deste EURO: no primeiro quarto de hora, contavam-se já três jogadas de perigo para cada lado; uma entrada “a todo o gás”, de ambas as equipas!

E, nos seguintes cinco minutos, o ritmo aumentaria ainda mais… por parte da Itália, com mais três oportunidades de golo. Aos 20 minutos, a questão que se poderia colocar era: “como foi possível não haver golos?”…

Aos 27 minutos, Del Piero obriga Isaksson a uma excelente defesa. Sem nunca desarmar, uma “endiabrada” equipa italiana chegaria finalmente ao golo, aos 36 minutos, por Cassano.

E o ímpeto italiano manteve-se no início da segunda parte. A Itália continuaria instalada no meio-campo da Suécia até se entrar no período que, recorrentemente, tem sido marcado (em quase todos os jogos deste Europeu) por um abaixamento do ritmo da partida – entre os 60 e os 75 minutos (coincidindo também, geralmente, com a fase em que são realizadas várias substituições).

Também mercê das substituições, o contra-ataque da Suécia voltaria a começar a dar “sinal de vida”, podendo ter empatado aos 77 minutos, não fora uma grande intervenção de Buffon.

A Suécia entusiamou-se e assistiu-se a uma espécie de “reprise” do Alemanha-Holanda, com ambas as equipas apostadas na procura do golo (apesar de uma “inversão de papéis”, com a Itália a passar a adoptar o contra-ataque como estratégia de jogo, cedendo de alguma forma a iniciativa aos suecos).

Um quarto de hora final de “alta tensão”, que culminaria mesmo com o golo do empate (aos 85 minutos), num lance fabuloso de inteligência (e técnica) de Ibrahimovic.

Em conclusão, “muito jogo”, para tão “pouco resultado”… colocando também a Itália a “fazer contas de cabeça”: se, por hipótese, se verificasse um empate por 1-1 no Suécia-Dinamarca (resultado perfeitamente previsível), a Itália teria de vencer a Bulgária, eventualmente, por 3-0.

E, para amanhã, fica a expectativa de ver se a R. Checa conseguirá ser a única selecção a vencer os dois primeiros jogos da competição, o que nenhuma das 15 restantes equipas conseguiu alcançar!…

Itália Gianluigi Buffon, Fabio Cannavaro, Alessandro Nesta, Gianluca Zambrotta, Christian Panucci, Simone Perrotta, Andrea Pirlo, Gennaro Gattuso (76m – Giuseppe Favalli), Antonio Cassano (70m – Stefano Fiore), Christian Vieri, Alessandro Del Piero (82m – Mauro Camoranesi)

Suécia Andreas Isaksson, Mikael Nilsson, Olof Mellberg, Andreas Jakobsson, Fredrik Ljungberg, Erik Edman (77m – Marcus Allbäck), Tobias Linderoth, Christian Wilhelmsson (67m – Mattias Jonson), Anders Svensson (55m – Kim Kallström), Zlatan Ibrahimovic, Henrik Larsson

1-0 – Cassano – 36m
1-1 – Ibrahimovic – 85m

“Melhor em campo” – Ibrahimovic

Amarelos – Gennaro Gattuso (39m), Fabio Cannavaro (46m) e Gianluca Zambrotta (58m); Erik Edman (54m) e Tobias Linderoth (75m)

Árbitro – Urs Meier (Suíça)

Estádio do Dragão – Porto (19h45)





BULGÁRIA – DINAMARCA

18 06 2004

Grupo C – 2ª Jornada

BulgáriaDinamarca0-2

De acordo com as crónicas, a primeira parte pertenceu por inteiro à Dinamarca, sempre nas proximidades da área búlgara.

Após muito porfiar, os dinamarqueses acabariam por marcar próximo do último minuto… imediatamente após a única jogada de perigo da Bulgária na primeira parte.

No início da segunda parte, a Dinamarca continuou a atacar, mas o calor acabaria por “adormecer” o jogo, que se foi “arrastando” até ao momento em que os búlgaros reclamavam a marcação de uma falta perto da área dinamarquesa, o que lhes custaria cartões amarelos e vermelho.

O segundo golo da Dinamarca surgiria já em tempo de descontos.

A Bulgária é a segunda selecção eliminada neste Europeu.

Bulgária Zdravko Zdravkov, Vladimir Ivanov (51m – Zdravko Lazarov), Rosen Kirilov, Ivailo Petkov (40m – Zlatomir Zagorcic), Ilian Stoyanov, Georgi Peev, Marian Hristov, Martin Petrov, Stilian Petrov, Zoran Jankovic (81m – Petkov), Dimitar Berbatov

Dinamarca Thomas Sorensen, Thomas Helveg, Martin Laursen, René Henriksen, Niclas Jensen, Martin Jorgensen (72m – Daniel Jensen), Daniel Jensen, Dennis Rommedahl (23m – Jesper Gronkjaer), Jon Dahl Tomasson, Thomas Gravesen, Ebbe Sand

0-1 – Tomasson – 44m
0-2 – Gronkjaer – 92m

“Melhor em campo” – Thomas Gravesen

Amarelos – Kirilov (4m), Stoyanov (50m), Stilian Petrov (77m), Zagorcic (80m), Hristov (83m) e Martin Petrov (84m); Niclas Jensen (11m) e Ebbe Sand (58m)

Vermelho – Stilian Petrov (83m – acumulação de amarelos)

Árbitro – Lucílio Baptista (Portugal)

Estádio Municipal de Braga – Braga (17h00)





SUÉCIA – BULGÁRIA

14 06 2004

Grupo C – 1ª Jornada

SuéciaBulgária5-0

Uma jovem (e “inexperiente”) equipa búlgara não teve a capacidade para suster o ímpeto sueco, “entregando o jogo” no espaço de um minuto, quando Henrik Larsson (entre os 57 e os 58 minutos) marcou o 2-0 e 3-0.

A partir desse momento, os búlgaros estiveram absolutamente desconcentrados e o marcador foi subindo, de forma natural. A Bulgária ansiava pelo final do jogo que se tornara num “pesadelo”.

A equipa búlgara será talvez a mais frágil da prova, situação a confirmar nos próximos jogos.

Pela positiva, a Suécia cumpriu a sua missão; num dia extremamente quente (mais de 30 graus às 20 horas), os suecos cedo tomaram a iniciativa do encontro, procurando o golo, que alcançariam por volta da meia-hora, dominando a partir de então em todos os capítulos do jogo e alcançando a maior goleada da prova (igualando o resultado mais desequilibrado já verificado em fases finais do Campeonato da Europa).

Suécia Andreas Isaksson, Teddy Lucic (41m – Christian Wilhelmsson), Olof Mellberg, Andreas Jakobsson, Erik Edman, Mikael Nilsson, Tobias Linderoth, Anders Svensson (77m – Kim Kallström), Fredrik Ljungberg, Zlatan Ibrahimovic (82 m – Marcus Allbäck), Henrik Larsson

Bulgária Zdravko Zdravkov, Vladimir Ivanov, Predrag Pazhin, Rosen Kirilov, Ivailo Petkov, Georgi Peev, Marian Hristov, Martin Petrov, Stilian Petrov (85m – Zdravko Lazarov), Zoran Jankovic (62m – Velizar Dimitrov), Dimitar Berbatov (76 m – Vladimir Manchev)

1-0 – Ljungberg – 32m
2-0 – Henrik Larsson – 57m
3-0 – Henrik Larsson – 58m
4-0 – Ibrahimovic – 78m (P)
5-0 – Allback – 91m

“Melhor em campo” – Henrik Larsson

Amarelos – Tobias Linderoth (52m) e Zlatan Ibrahimovic (65m); Ivailo Petkov (18m), Zoran Jankovic (23m) e Vladimir Ivanov (71m)

Árbitro – Mike Riley (Inglaterra)

Estádio José Alvalade (Alvalade XXI) – Lisboa (19h45)





DINAMARCA – ITÁLIA

14 06 2004

Grupo C – 1ª Jornada

DinamarcaItália0-0

De acordo com as crónicas do jogo, a Dinamarca entrou melhor, dominando a partida na primeira parte, com mais de 60 % de tempo de posse de bola, embora se registasse um empate em termos de jogadas de ataque (duas para cada equipa), com a Itália a fazer valer a sua característica solidez defensiva.

No início da segunda parte, a Itália conseguiu algumas jogadas de perigo, para, a partir dos 60 minutos, a partida entrar numa toada de cartões amarelos e substituições, portanto com muitas interrupções, num jogo em que se fez também sentir um intenso calor.

Apenas nos últimos minutos, voltou a haver alguma emoção, primeiro com Buffon a defender um remate de longe de Jensen (84 minutos) e, depois, com Totti a rematar por alto (aos 89 minutos) na marcação de um livre.

Totti que teria ainda tempo para pontapear um adversário, sendo contudo punido apenas com cartão amarelo. E assim chegava o jogo ao fim, com o segundo “zero a zero” da prova, desta vez graças às exibições de ambos os guarda-redes, num jogo de boa qualidade.

Dinamarca Thomas Sorensen, Thomas Helveg, Martin Laursen, Rene Henriksen, Niclas Jensen, Christian Poulsen (76m – Brian Priske), Daniel Jensen, Dennis Rommedahl, Jon Dahl Tomasson, Martin Joergensen (72m – Kenneth Perez), Ebbe Sand (69m – Claus Jensen)

Itália Gianluigi Buffon, Christian Panucci, Fabio Cannavaro, Alessandro Nesta, Gianluca Zambrotta, Cristiano Zanetti (58m – Gennaro Gattuso), Simone Perrotta, Mauro Camoranesi (68m – Stefano Fiore), Francesco Totti, Alessandro Del Piero (64m – Antonio Cassano), Christian Vieri

“Melhor em campo” – Thomas Sorensen

Amarelos – Tomasson (29m) e Helveg (68m); Cannavaro (61m), Fiore (69m), Cassano (70m), Gattuso (81m) e Totti (90m)

Árbitro – Manuel Mejuto Gonzalez (Espanha)

Estádio D. Afonso Henriques – Guimarães (17h00)