Grupo B – 3ª Jornada

2-4
“Um golo que chegou cedo demais”, o da Croácia, que aos 4 minutos alcançava o seu “objectivo”; ainda a tendência do jogo não estava definida e já a Croácia ganhava, alterando as premissas do jogo; era a Inglaterra que passava a estar “eliminada” e os croatas que se “perfilavam” para jogar com Portugal.
Este foi um cenário que durou cerca de 35 minutos, em que a Inglaterra procurou, sem muita convicção, empatar o jogo; seriam aliás os croatas a criar perigo na área inglesa.
Mas, quando Scholes, depois de uma jogada confusa na área croata, deu seguimento a uma bela “assistência” de cabeça, logo aí se percebeu que dificilmente a Croácia “chegaria lá”; foi um “duro golpe” psicológico pensar que era necessário voltar “ao ponto de partida”.
Impulsionados por uma massa adepta espectacular (talvez cerca de 50 000 ingleses que, apenas quando estiveram a perder, não mantiveram os cânticos de forma continuada, mas ainda assim, procurando sempre incentivar a equipa), a partir do momento em que chegaram ao empate, os ingleses recuperaram a confiança, consolidada 5 minutos depois com o segundo golo (que, com a França a empatar, colocava a Inglaterra no primeiro lugar do grupo!).
A segunda parte trouxe-nos um jogo “estranho”, sem grandes tácticas; os croatas na procura do golo, mas de forma pouco concentrada e rigorosa (esquecendo-se de defender), acabariam por sofrer o terceiro golo.
A partir daí, a Croácia ficou “condenada” a “correr atrás do prejuízo”, quase sempre com uma grande desvantagem.
Faltavam já menos de 20 minutos e a Croácia precisava de um “milagre”, que era o de marcar 3 golos. Se o golo que passou o resultado para 2-3, ainda poderia ter feito “tremer” ligeiramente os ingleses (a Croácia podia ter empatado aos 77 minutos, o que proporcionaria um final de jogo “eléctrico”), a obtenção, logo de seguida, do 2-4, acabou com as hipóteses teóricas dos croatas.
Durante toda a segunda parte, foi um espectáculo ver a Inglaterra sempre a jogar ao ataque, sem qualquer tentação de preservar a vantagem, com a Croácia também só a “jogar à frente” e a esquecer-se de que o futebol é um jogo de equipa, em que é necessária concentração e rigor defensivos.
Isto, claro, ao mesmo tempo que os adeptos ingleses entoavam os seus cânticos – ininterruptamente, durante todo o segundo tempo; um espectáculo dentro do espectáculo – desde o “We are not going home” (esperemos que vão na Quinta-feira!…), passando pelo “God Save the Queen”, um sonoro “In-gue-land” (assim mesmo, com esta pronúncia, repetido até à exaustão), o apoio à nova “coqueluche” Rooney, culminando (logo a seguir ao 4º golo), com um alegre e definitivo “It’s done England”.
Está encontrado o adversário de Portugal! Uma equipa perigosa, que só sabe jogar para a frente; que, depois da imagem de incapacidade que me tinha deixado no jogo com a França (em que marcara um golo “acidental”), “despachou” a Suíça com 3 e a Croácia com 4 (sendo também 4 o número de golos na contagem pessoal de Rooney, um avançado possante, sempre de olhos na baliza).
Uma equipa que terá de ser “travada” logo à saída do seu meio-campo. Portugal parece-me uma equipa mais compacta que a Inglaterra, jogando melhor futebol, mas vai ter de mostrar muita concentração e apelar a todas as energias para ganhar a “batalha” do meio-campo (entre dois dos melhores alinhamentos de centro-campistas desta competição). Acredito que a nossa selecção poderá seguir em frente, apurando-se para as 1/2 finais.
Mas será também importante que os adeptos portugueses se preparem para a festa e que possam responder à altura à animação e entusiasmo dos adeptos ingleses; é que, provavelmente, na Quinta-feira, o número de apoiantes das duas equipas deverá ser equilibrado (isto depois de um “Wembley a 3/4″ contra a França, e de uma relação de forças hoje na Luz que seria qualquer coisa do género de “50 000 ingleses para cerca de 8 000 croatas“).
Tomislav Butina, Josip Simunic, Dario Simic (67m – Srna), Igor Tudor, Robert Kovac (45m – Ivica Mornar), Giovanni Rosso, Milan Rapaic (55m – Ivica Olic), .ivkovic, Niko Kovac, Dado Prso, Tomislav Sokota
David James, Gary Neville, John Terry, Sol Campbell, Ashley Cole, David Beckham, Frank Lampard (84m – Phil Neville), Steven Gerrard, Paul Scholes (70m – King), Wayne Rooney (72 – Darius Vassell), Michael Owen
“Melhor em campo” – Wayne Rooney
1-0 – Niko Kovac – 4m
1-1 – Scholes – 40m
1-2 – Rooney – 45m (+1)
1-3 – Rooney – 68m
2-3 – Tudor – 73m
2-4 – Lampard – 79m
Amarelos – Dario Simic (63m)
Árbitro – Pierluigi Collina (Itália)
Estádio da Luz – Lisboa (19h45)