
Scolari – Teve três grandes méritos: “emendar a mão a tempo” (colocando finalmente a jogar, jogadores que tinham, obrigatoriamente, que jogar: Ricardo Carvalho, Deco e Maniche) – não obstante não ser fácil de compreender porque “demorou tanto tempo” -; construir a unidade da equipa, fazendo-a acreditar e confiar em si; conquistar os portugueses para “a sua causa”. E quase fez o milagre (que, é de elementar justiça dizê-lo, teria também “dedo” de José Mourinho). Na Final, não teve a felicidade de as substituições resultarem como noutros jogos, perdendo – pela segunda vez – o “duelo particular” com Otto Rehhagel. Terá pela frente novo grande desafio, com a campanha para o Mundial.
Selecção “ideal” – Sempre um exercício subjectivo e de grande complexidade… Deixo, não uma, mas “duas selecções ideais”:
- Buffon; Seitaridis, Jorge Andrade, Ricardo Carvalho e Zambrotta; Costinha, Nedved, Deco, Maniche, Baros; Van Nistelrooy
- Sorensen; Grygera, Canavarro, Dellas e Jankulovski; Poborski, Figo, Davids, Zidane e Cristiano Ronaldo; Rooney
A “eleita” pela UEFA (abrangendo 23 jogadores) foi a seguinte:
- Petr Cech (República Checa) e Antonis Nikopolidis (Grécia)
- Sol Campbell (Inglaterra), Ashley Cole (Inglaterra), Traianos Dellas (Grécia), Olof Mellberg (Suécia), Ricardo Carvalho (Portugal), Georgios Seitaridis (Grécia) e Gianluca Zambrotta (Itália)
- Michael Ballack (Alemanha), Luís Figo (Portugal), Frank Lampard (Inglaterra), Maniche (Portugal), Pavel Nedved (R. Checa), Theodoros Zagorakis (Grécia) e Zinedine Zidane (França)
- Milan Baros (R. Checa), Angelos Charisteas (Grécia), Henrik Larsson (Suécia), Cristiano Ronaldo (Portugal), Wayne Rooney (Inglaterra), Jon Dahl Tomasson (Dinamarca) e Ruud van Nistelrooy (Holanda)
Simão Sabrosa – Entrou como titular, mas perderia o lugar face à “fogosidade” de Cristiano Ronaldo. Quando teve oportunidade, jogou bem, mas a equipa estava montada e a render ao mais alto nível, dificultando alterações.
Suécia – Os “toscos, altos e louros” são cada vez menos toscos; a Suécia surpreendeu; venceu o Grupo (muito difícil, à frente de grandes equipas como a Dinamarca e a Itália). Nos ¼ final, perante a poderosa Holanda, foi a Suécia que esteve mais próxima de resolver a seu favor a eliminatória, antes dos fatídicos penalties. Uma surpresa pela positiva.
Suíça – Uma equipa de que talvez não se pudesse esperar mais. Um empate sofrido com a Croácia (em inferioridade numérica durante muito tempo); a situação repetir-se-ia com a Inglaterra, sofrendo então uma derrota pesada (0-3). Ainda assim, sonhou com o apuramento, quando empatou o último jogo com a França, empate que manteve durante quase uma hora. Acabaria, naturalmente, eliminada.