1/4 Final

3-0
A R. Checa daria o primeiro “sinal de vida” logo aos 3 minutos, num livre apontado por Nedved, um remate forte, com uma defesa segura de Sorensen. Aos 13 minutos, os checos levariam o perigo à baliza da Dinamarca, com um remate de Galasek, a rasar o poste.
No entanto, num “jogo de paciência”, as equipas mostravam-se bem encaixadas, sem um domínio claro de uma delas. Assim, aos 15 minutos, seria a Dinamarca a instalar-se na grande área checa, embora sem resultados práticos, reincidindo aos 19 minutos, na marcação de um livre, que chegou a assustar.
A partir dos 20 minutos, o jogo – já não particularmente rápido de início – adormeceria ainda mais um pouco, numa partida bastante táctica, com as equipas a revelarem um muito bom conhecimento mútuo, não correndo riscos.
O jogo apenas despertaria da letargia, segundos antes do intervalo, na sequência de uma iniciativa de Poborsky, que foi à linha final, tentando, já em esforço, o cruzamento, que embateria ainda na trave da baliza da Dinamarca.
O início da segunda parte ameaçava prolongar a toada de baixo ritmo do primeiro tempo, até que, aos 49 minutos, a R. Checa beneficiaria de um canto, marcado por Poborsky, com Koller a fazer valer a sua altura, saltando sem oposição na área dinamarquesa, com um desvio perfeito para a baliza.
Estava posta em crise a tendência de sossego que se adivinhava; imediatamente a Dinamarca foi obrigada a adoptar uma atitude de maior dinamismo e combatividade, o que faria com grande vontade nos minutos seguintes.
Aproveitando os espaços proporcionados pelos dinamarqueses, a R. Checa ameaçava poder chegar novamente ao golo, logo aos 55 minutos.
À passagem da hora de jogo, o entusiasmo dinamarquês começara já a decair ligeiramente; não obstante, obrigariam ainda o guarda-redes checo a uma intervenção apertada, a soco.
Na resposta, uma pequena obra de arte de Baros, dando sequência a uma óptima abertura de Poborsky, a picar a bola sobre o guarda-redes, quando este saía da baliza a fazer a mancha, a marcar o seu 4º golo na prova, igualando Ruud van Nistelrooy e Wayne Rooney…
…Até ao minuto seguinte, em que Baros passaria mesmo para a frente, marcando o seu 5º golo, dando expressão prática à sua fantástica mobilidade no ataque checo; um golo completamente diferente do anterior, desta vez por via de uma desmarcação do lado esquerdo, com um remate potente e bem colocado, mal entrava na área. Nasce uma estrela!
E, claro, ainda antes de se completar o minuto 65, a R. Checa carimbava – “naturalmente”, sem aparentar esforço, podendo dizer-se mesmo, com 100 % de eficácia na segunda parte do jogo (e com o treinador a fazer uma óptima gestão da equipa) – a passagem às ½ finais, onde terá (em teoria…) de cumprir a formalidade que lhe permitirá o acesso à Final, numa prova em que tem confirmado todas as melhores expectativas acerca da sua prestação, com 4 vitórias em 4 jogos!
De nada valeu à Dinamarca ter dominado em termos de “posse de bola”, numa proporção de 60 % / 40 %, assim como a procura do golo de honra, por que bastante porfiou nos 20 minutos finais; o resultado final soaria a um castigo bastante pesado face ao desempenho que os dinamarqueses alcançaram nesta partida.
A R. Checa apresenta uma equipa muito bem organizada, com jogadores com excelente técnica (à “estrela” Nedved, junta-se outra da mesma grandeza, Baros, que se consubstancia no complemento perfeito, em termos de finalização, ao trabalho criativo de Nedved); um “futebol total”, à maneira da selecção holandesa dos anos 70.
Grande candidata à vitória na prova; veremos se Portugal conseguirá manter as boas prestações, eliminando a Holanda e proporcionando o que se antevê seria uma bela Final contra os checos.
Petr Cech, Martin Jiranek (38m – Zdenek Grygera), Tomas Ujfalusi, René Bolf (64m – David Rozehnal), Marek Jankulovski, Tomas Galasek, Karel Poborsky, Tomas Rosicky, Pavel Nedved, Milan Baros (70m – Marek Heinz), Jan Koller
Thomas Sorensen, Thomas Helveg, Martin Laursen, René Henriksen, Kasper Bogelund, Christian Poulsen, Claus Jensen (70m – Peter Madsen), Thomas Gravesen, Jesper Gronkjaer (77m – Dennis Rommedahl), Jon Dahl Tomasson, Martin Jorgensen (85m – Peter Lovenkrands)
1-0 – Koller – 49m
2-0 – Baros – 63m
3-0 – Baros – 64m
“Melhor em campo” – Milan Baros (R. Checa)
Amarelos – Jankulovski (10m), Ujfalusi (45m), Nedved (60m); Poulsen (51m), Bogelund (55m), Gravesen (77m)
Árbitro – Valentin Ivanov (Rússia)
Estádio do Dragão – Porto (19h45)
