GANHÁMOS

12 06 2004

GANHÁMOS!

(Exercício de “futurismo optimista”)…

Fez-se história!

A partir de hoje, o dia 4 de Julho não assinala apenas a independência dos EUA. Para nós, 4 de Julho passará a ser sinónimo da maior proeza desportiva portuguesa de sempre, da glória de uma consagração como melhor equipa do “Velho Continente”.

O que, apenas há 3 meses, parecia impossível, aconteceu!

Quem não se recorda da contestação a que Scolari foi sujeito após a derrota com a Itália a 31 de Março? (numa altura, em que, ao contrário, Mourinho fazia furor com a qualificação do FC Porto para a final da Liga dos Campeões, depois de eliminar o Manchester United, o Lyon e o Deportivo da Coruña).

Entretando, Scolari – numa inversão que pode ter constituído um contributo decisivo para a união em torno da selecção, criando um forte espírito de grupo até então algo arredado -, “arrepiara” caminho, ao aceder às solicitações do FC Porto de não convocar jogadores do clube para o jogo particular com a Suécia, a 28 de Abril (nas vésperas do decisivo jogo da meia-final da Liga dos Campeões, na Corunha).

A partir do estágio da selecção em Óbidos, fora possível perceber o ressurgimento de uma “comunhão” entre os portugueses e a sua selecção, de que o “episódio das bandeiras” (dando um novo colorido às cidades portuguesas) foi um excelente exemplo.

Agora, e depois do título Mundial, o campeão Scolari consegue novo “milagre” e, suportado no apoio incondicional dos adeptos portugueses (que foi conquistando, jogo a jogo), conduz Portugal ao título de Campeão Europeu!

Não sendo o sentimento bonito, é inegável que não deixou de dar um certo prazer especial esta sensação de revanche perante a França, bi-campeã europeia, que, nas suas anteriores conquistas nos deixara – de forma particularmente “cruel” (quer em 1984, quer em 2000) – “pelo caminho”.

Quando Rui Costa (que já marcara a grande penalidade decisiva no desempate do Campeonato do Mundo de Juniores de 1991) partiu para a bola, tinha 10 milhões de portugueses a transmitir-lhe uma energia positiva que fez de todos nós “Campeões”.

Mas, para além disso, fica a imagem de uma selecção convincente, personalizada, “esmagadora” mesmo: 6 jogos; 6 vitórias (em absoluto contraste com os 7 jogos sem vitória na fase de preparação!…), com um futebol “total”, à semelhança da famosa “laranja mecânica” holandesa de 1974 – outra selecção que, mais uma vez, teve de se “vergar” perante o poderio luso.

É a consagração de uma geração, que soube aproveitar da melhor forma a última oportunidade para a glória.

PORTUGAL é CAMPEÃO DA EUROPA!

E, como dizia a canção, “Quero mais!”…

O Mundo espera por nós.

Deixem-nos sonhar!…


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